Para o poeta, era essencial o 'pensar', no entanto, ele sabia que o pensamento levava à consciência da realidade da vida. Consequentemente, provocaria dor, angústia e solidão, pois Fernando Pessoa tem consciência que o 'pensar' não permite alcançar a felicidade.
Como tal, é no poema "Ela canta, pobre ceifeira" que a dor de pensar é expressa intensamente, e com maior destaque nos seguintes versos: "Ah, poder ser tu, sendo eu! / Ter a tua alegre inconsciência, / E a consciência disso!".
Quer com isto o poeta dizer que mais feliz é aquele que não pensa, que vive alheio à realidade da vida, sem se interrogar acerca de nada, do que aquele que pensa e analisa os detalhes da vida, consciente da realidade.
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